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É simplesmente impressionante como alguns bancos enganam os consumidores, principalmente as empresas, onde a movimentação é muito maior do que as contas de pessoas físicas.
Tomados pela intensa rotina diária são exceções aqueles que reservam um tempo para conferir se os juros cobrados no cheque especial durante o mês estão de acordo com aqueles que realmente foram cobrados e debitados automaticamente na conta corrente, posso afirmar que em sua grande maioria praticamente ninguém se preocupa com esse detalhe. É exatamente aí que empresários e consumidores são extorquidos sem que tenha o mínimo conhecimento do que está acontecendo. Agora imagine num universo de milhões de usuários de cheque especial, quanto os bancos tiram de forma totalmente ilegal dos cidadãos brasileiros. Essa verdadeira especulação financeira precisa ter um fim, e cabe a nós dar início a essa mudança, pois enquanto calados estamos sendo coniventes com a ruína de toda a sociedade.
Essa informação é fruto da pesquisa encomendada pela ABC junto ao matemático alemão Michael Forger. A consultoria prestada pelo matemático mostra claramente que enquanto um grande banco brasileiro informava estar cobrando 8,5% ao mês de juros no cheque especial, na verdade estava cobrando o dobro, ou seja, como ninguém tem o hábito de ficar conferindo e calculando os se os juros cobrados estão corretos ou não, esses são debitados em conta corrente aleatoriamente.
Bancos são campeões de irregularidades
Os contratos firmados junto aos bancos assustam tamanhas as irregularidades(a favor deles é claro) que apresentam. É certo que 80% dos valores cobrados por bancos possuem graves erros de cálculos, e esses erros podem e devem ser considerados na hora de renegociar ou quitar ou dívida. Dita o CDC – Código de Defesa do Consumidor, que o fornecedor(banco) é responsável pela qualidade e segurança do serviço oferecido, como também quanto ao fornecimento de contratos e informações aos consumidores de seus serviços.
É com base nesses e de outros inúmeros erros e irregularidades que os consumidores estão conseguindo através do judiciário sair da condição de devedores e regularizar suas finanças.
Banco nega documentos e é multado em 100 mil
O aposentado Paulo, endividado e preocupado com o crescimento assustador de suas dívidas procurou por ajuda. Solicitei a ele cópia dos contratos de empréstimos contraídos junto ao banco, e o mesmo informou que quando pediu suas cópias ao banco, o mesmo informou que como os empréstimos foram feitos por telefone, não existiam contratados. Notificado pela ABC, o Itaú sequer respondeu a solicitação. Em ação judicial o banco também negou a intimação do juiz para apresentar os documentos, ocasião em que o judiciário estabeleceu ao banco uma multa diária de R$ 500,00 por dia, até o limite máximo de R$ 100 mil. Mesmo assim o banco permaneceu calado e nada apresentou.
Diante da postura do banco tudo leva a crer que não existe dívida não é mesmo? Afinal não existe contrato, como pode o consumidor dever uma coisa que não existe?
A ABC já solicitou ao judiciário o levantamento do valor da multa em favor do aposentado, como também já solicitou ao judiciário que em caso de negativa do pagamento da multa, que seja feita a penhora on-line do dinheiro nas contas do banco.
Irregularidades bancárias serão denunciadas na ALSP
A ABC e a Comissão Nacional de Defesa do Consumidor Bancário, com o apoio da OAB/SP e OAB/SC , realizam no dia 02 de outubro na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo o II SIMPÓSIO NACIONAL DE DIREITO BANCÁRIO. No evento a ABC estará apresentando para a imprensa, juristas, magistrados e para representante do PROCON, todas as irregularidades cometidas pelo sistema bancário. No dia a ABC também fará o lançamento da calculadora do Bem, ferramenta de utilidade pública e gratuita que informará ao consumidor o quanto ele realmente terá que pagar quando sua prestação do empréstimo ou financiamento estiver em atraso, pois é exatamente nessas horas que o consumidor mais é enganado e humilhado. A “Calculadora do Bem” é mais uma iniciativa da ABC, e desenvolvida em parceria com a Comissão Nacional de Defesa do Consumidor Bancário e com o Econ Prime – Instituto de Economia e Informação.
O evento é uma ótima oportunidade para consumidores, empresários e principalmente para os profissionais da área de direito, contabilidade e economia, aprimorarem seus conhecimentos na defesa em busca do equilíbrio nas relações de consumo. |