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Está na hora dos devedores correrem contra o tempo, não para garantir uma medalha de ouro, mas sim para não perder tudo o que tem. Como diz nosso presidente "...o brasileiro é incapaz levantar o traseiro da cadeira para pesquisar juros menores...". Portanto, está na hora de reduzir sua dívida e defender seu patrimônio.
A tecnologia avança a passos largos, e nem sempre esses avanços beneficiam aos inadimplentes. Pouco tempo atrás o judiciário passou a utilizar o sistema de penhora de contas on-line. Basta uma simples consulta do juiz ao Banco Central através do CPF que imediatamente lhe é informado em que banco a pessoa tem conta, momento em que é pedida a penhora on-line da mesma automaticamente. Qualquer valor que estiver disponível que seja inferior ou igual ao valor devido é bloqueado como garantia de pagamento. Esse bloqueio acontece em cerca de 48 horas.
Passou a vigorar a partir de 26 de agosto o sistema Renajud, esse sistema permite ao juiz do processo que acesse o Detran, onde através do CPF da pessoa verifique se existe algum veículo em seu nome, e caso exista, o mesmo é bloqueado automaticamente, ou seja; não pode ser vendido, ou transferido, o mesmo passa a ser uma garantia de pagamento.
Com mais essa inovação tecnológica em nosso judiciário, bancos, administradoras de cartões de crédito e financeiras mais uma vez são beneficiadas, pois a partir de agora ficou fácil cobrar os devedores inadimplentes.
Financiamento de veículos
Os consumidores que possuem financiamento de veículos e estão inadimplentes serão os maiores alvos. A financeira entrará com o pedido de busca e apreensão juntamente com o pedido de bloqueio do veículo junto ao Detran. É possível também o pedido de bloqueio de contas correntes junto ao Banco Central.
Muitas vezes o devedor está com parcelas em atraso, porém faz alguma reserva para tentar apresentar uma proposta de acordo, ocasião em que poderá ser surpreendido com o bloqueio judicial.
Vender o carro é a solução?
A ABC(www.ongabc.org.br), orienta para que os consumidores não vendam seus veículos para pagar dívidas que já estão inchadas de juros. Primeiro é necessário reduzir os juros para após efetuar o pagamento. Também não faça a entrega "amigável" que de amigável não tem nada, pois o consumidor fica sem o veículo e continua devendo para o banco. Procure pela orientação de especialistas em defesa do consumidor para não sair no prejuízo.
Conta Corrente, Cartão de Crédito e Empréstimos
Alguns consumidores tem o péssimo habito de deixar a dívida de lado, seguindo os conselhos de amigos, "não precisa pagar, calma que depois de um tempo o banco reduz sua dívida pela metade". Isso nunca existiu, e agora mais do que nunca as instituições financeiras irão se articular para encher ainda mais seus cofres.
Estou devendo – o que fazer?
A ABC (www.ongabc.org.br) orienta para aqueles que se encontram inadimplentes, independente do tipo de dívida(cheque especial, cartão de crédito, financiamento de veículo, imóvel) para que antecipe-se às ações dos bancos. Para os casos onde não se vislumbra a menor possibilidade de acordo, o devedor deve ingressar com ação de revisão da dívida imediatamente. Entrando com a ação judicial antes do banco, o devedor demonstra sua boa fé no pagamento da dívida, porém mostrando sua discordância e contestando os juros ilegais e abusivos cobrados pelas instituições financeiras.
A justiça não socorre aos que dormem, a hora é agora. A ABC deixa seus especialistas a disposição dos consumidores para dirimir suas dúvidas gratuitamente.
Marcelo Fernando Segredo Diretor Presidente/Consultor Financeiro
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