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Passada a euforia das compras natalinas, festas, viagens e passeios, o mês de janeiro traz a tona a realidade dos inúmeros compromissos financeiros, dentre eles IPTU, IPVA, matrículas e material escolar, fora os compromissos parcelados(empréstimos, carro financiado, imóvel, cartão de crédito, cheque especial) já assumidos no decorrer de 2008. Portanto, é no início do ano que as pessoas começam a se enrolar, e a acumular dívidas. No mês de janeiro o salário não chega a cobrir 40% das dívidas, e é exatamente aí que mora o perigo.
Empréstimo jamais A maioria dos bancos estão oferecendo empréstimos para pagamento de IPTU, IPVA e pasmem, até material escolar. É preferível fazer o parcelamento do IPTU e do IPVA, do que pegar um empréstimo para poder pagá-los a vista. Existem papelarias que parcelam o material escolar, e pesquisar é fundamental, uma vez que a diferença de preços entre uma papelaria e outra passa de 100%.
Dívidas com instituições financeiras No final de 2008 a maioria dos bancos fizeram "campanhas promocionais", para tentar receber dos consumidores inadimplentes. Como não obtiveram muito sucesso, e precisam de dinheiro em caixa para enfrentar a crise que vem por aí, começaram o ano a todo vapor com cobranças e ações de execução. O primeiro trimestre de 2009 certamente será marcado por uma verdadeira avalanche de ações judiciais de bancos contra consumidores.
Não posso assumir o acordo oferecido pelo banco, o que fazer? Nada de desespero, independente da pressão que lhe fizerem. Procure por ajuda especializada. Na maioria dos casos os acordos e renegociações são extremamente nocivos ao seu bolso. Não adianta nada assumir um acordo, e não conseguir pagá-lo depois. Saiba que ao assinar um acordo ou ao pagar sua primeira parcela, estará simplesmente aumentando o valor de sua dívida. Veja exemplo:
Suponha que possui uma dívida hoje no cartão de crédito de R$ 3 mil, e lhe oferecem um acordo para pagar esse débito em 24 parcelas de 225,50, a uma taxa de juros de 6% ao mês(média de mercado). Veja que sua dívida transformou-se em R$5.412,15. Caso não consiga pagar uma dessas parcelas terá que renegociar novamente o débito correto? O problema é que você agora já deve mais de R$ 5 mil. Ou seja, não assuma nenhum acordo que venha a comprometer mais do que 20% de seu orçamento. Lembre-se das demais despesas fixas(aluguel, plano de saúde, alimentação, etc.) que você já tem .
ABC fecha o cerco contra o sistema financeiro O departamento jurídico da ABC tem se aprimorado cada vez mais na luta contra o bancos, financeiras e cartões de créditos, e os resultados positivos alcançados em acordos mostram que o caminho está correto. Nas ações movidas a ABC desenvolve uma estratégia jurídica com base na legislação que deixa o banco com pouco prazo defender-se e apresentar todas as informações necessárias para o entendimento da evolução da dívida, tais como extratos, contratos, faturas de cartão de crédito, fórmula de cálculo empregada na aplicação dos juros, dentre outras, ou seja; mostramos a fragilidade do sistema bancário nas informações. Cobrar eles sabem, e muito bem, porém explicar como a dívida cresce tão rápido, e fornecer documentos não. Entramos com a ação propondo um depósito judicial mensal com base na renda atual(cerca de 20% do salário) do consumidor. Dessa forma é a mais fácil conseguir tirar restrições junto ao Serasa e SCPC, e o consumidor oferece em processo uma garantia de pagamento da dívida, ou seja, a todo momento mostramos a intenção do consumidor em pagar a dívida.
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