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A crise financeira mundial afetou mesmo nossa economia e principalmente nossas frágeis instituições financeiras, tanto que o governo brasileiro já liberou até dinheiro para ajudá-los a superar essa crise financeira, é mole.
Os bancos brasileiros cobram as maiores taxas de juros do mundo, chegando a mais de 250% ao ano.
Sinceramente nunca presenciei liberação de verba para ajudar pais de família devedores, empresas com dificuldades, pelo contrário, esses não encontram ajuda alguma em qualquer órgão de defesa do consumidor federal, estadual ou municipal, e só consegue empréstimos com juros reduzidos se tiver algum bem para dar como garantia. Tem até deputado que diz defender o consumidor, mas que na verdade cria leis que beneficiam os bancos, e os bancos obviamente ficam devendo favores a esse deputado. Se eu fosse passar para o consumidor toda a verdade que está oculta nos bastidores, tenho convicção que todos ficariam revoltados e de queixo caído, e obviamente eu não teria a felicidade de ver minha filha crescer. As vezes imagino que se eu tivesse vivido na época da ditadura militar já estaria preso, exilado ou então jogado em alguma vala. Infelizmente não temos com quem contar no cenário político que vá contra os interesses das instituições financeiras, os interesses políticos e econômicos estão acima de tudo e de todos. Ou nos unimos agora para derrotar as barbáries que estão para estourar, ou seremos coniventes com o futuro trágico que nossos filhos viverão. De uma coisa tenho plena convicção, farei minha parte como cidadão, para que um dia minha filha possa dizer "meu pai tentou mudar tudo isso que está acontecendo". E aí, você vai ficar esperando que algum deputado ou senador vá lutar contra os bancos para defender seus interesses? Pois bem, é assim que funciona ou você se mexe, ou esmorece. Qual a sua opção?
Bancos na ofensiva
Percebemos claramente a mudança de postura dos bancos junto aos devedores. Os bancos estão entrando com ações judiciais aos montes para recuperar dinheiro no mercado. Dívidas de cheque especial, cartão de crédito, financiamentos de veículos, empréstimos, dentre outros estão tirando o sono de muitas famílias e empresas. Quando entram com a ação de execução a dívida já está extremamente inchada de juros, e o consumidor pouco pode fazer, pois o banco prova que tentou inúmeras vezes negociar a dívida e o consumidor nunca aceitou pagá-la, e ainda pede ao juiz que proceda a penhora on-line de bens. . Ou seja; o banco usa a estratégia de provar a má fé do consumidor.
Estou devendo, o que devo fazer?
A ABC usa a estratégia contrária, ou seja; desenvolve todo um trabalho para demonstrar a boa fé do consumidor, o que facilita muito a solução os problemas. Antecipar-se aos fatos é sem dúvida a melhor alternativa. Não aconselho ninguém a parcelar ou refinanciar uma dívida, mesmo que lhe ofereçam juros menores. Pense comigo, o que adianta lhe oferecem juros menores agora, sendo que os juros cobrados até então estavam extorsivos? Fazendo isso você estará triplicando o valor da mesma.
Portanto consumidor, caso o banco não lhe ofereça um ótimo desconto para quitar a dívida, não fique esperando por um milagre, procure pela ajuda de especialistas em direito bancário. Entrando com a ação antes do banco e ainda oferecendo o depósito judicial, na maioria dos casos os juizes determinam a retirada de restrições no SCPC e SERASA, e como resultado do processo surgem acordos com reduções nas dívidas que chegam a mais de 222%.
Nessa semana a ABC fechou mais dois acordos. O associado Antonio A. C. , possuía dois cartões de crédito, sendo que em um deles sua dívida estava em R$ 8.700,00, e a dívida foi quitada por R$ 2.700,00, em outro cartão desse mesmo associado à dívida que era de R$ 6.485,00, ficou por R$ 2.000,00. Use a cabeça e economize seu dinheiro.
Economistas e matérias de jornais são equivocadas e induzem devedores ao erro
Nessa época do ano é corriqueiro nos depararmos com "economistas" dando entrevistas e matérias jornais incentivando os devedores a anteciparem o 13º salário(ao antecipar paga-se juros de em média 3% ao mês) junto aos bancos para amortizar juros de cheque especial, cartão de crédito, dentre outras. Alguns ainda declaram ser um ótimo negócio trocar uma dívida mais cara, por uma mais barata(com juros menores). A propósito você já viu a imprensa(grandes veículos) falando alguma coisa contra bancos? Claro que não.
Não é assim que se resolve dívida com banco. Com banco é necessário negociar de forma enérgica, e ao invés de amortizar juros é preciso retirar os juros que fizeram a dívida crescer de forma alarmante. Caso o banco se recuse a reduzir o valor da dívida, leve o caso para resolver no judiciário. Não renegocie nada se não obter ótimos descontos. Na dúvida consulte gratuitamente os especialistas da ABC.
Manifesto contra a farra dos juros – Participe
Acesse o site da ABC www.ongabc.org.br/manifesto, e faça sua adesão ao nosso manifesto contra a farra dos juros bancários. Portanto consumidor, agora que você já sabe que a ABC é única e verdadeira entidade que realmente defende seus interesses diante das famigeradas instituições financeiras, faça sua parte e junte-se a nós. Sua participação é muito importante. Participe e convide seus amigos. Pratique cidadania. A ABC conta com o importante apoio do Jornal SPNorte e da Revista ZN, veículos que são verdadeiros parceiros do consumidor.
Marcelo Fernando Segredo Diretor Presidente / Consultor Financeiro |