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Confirmado pelas Federações do
Comércio de todos os Estados brasileiros e amplamente divulgado
pelos meios de comunicação, os consumidores brasileiros
encontram-se super-endividados (maior índice nos últimos dois
anos) e, o pior, quase 80% deles – inadimplentes.
Tal afirmação não é novidade
para ninguém, já que o brasileiro tem o péssimo hábito de,
primeiro sair comprando, depois ver como fará para quitar as dívidas,
esquecendo-se que seu salário continua exatamente igual, sem a
menor possibilidade de ser ‘esticado’ para cobrir todos esses
gastos.
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A situação ficou pior e mais
grave, depois que o governo fez a “gentileza” de abrir uma linha
de crédito (empréstimos consignados) para que os consumidores
pudessem ampliar sua participação de consumo. O comércio em geral
– claro! – não se fez de rogado e tratou rápido de estender o
número de prestações, com valores menores. Será, mesmo?
Comprador compulsivo (o Hospital
das Clínicas oferece tratamento para tal), o consumidor viu nessas
duas linhas de crédito, novas oportunidades para sair comprando
tudo de tudo e para todos, muitas vezes sem a menor necessidade.
Compravam pelo simples prazer (caro, não?) de comprar. No mês
seguinte, começavam a chegar todas as faturas e carnês. Só nesse
momento é que “caía a ficha” do consumidor e ele se perguntava
como iria quitar tudo.
Em conversas informais, ouviu-se
consumidor dizendo que, no final de mês, jogava todas as contas
para o alto; a que ele pegava, era a que iria quitar naquele mês.
Outro dizia que sorteava qual carnê ou fatura iria pagar, numa
clara demonstração de alternância de pagamento. Só que os juros
continuam sendo computados mensalmente e, com isso, a dívida chega
a valores astronômicos, deixando os consumidores – literalmente
– à beira de um ataque de nervos, além muitos já estarem com
seus nomes negativados juntos aos órgãos de proteção ao crédito.
E esse quadro pode se agravar ainda
mais com a proximidade das festas de final de ano, onde o consumidor
crê não poder ficar sem as tradicionais guloseimas de ocasião e,
muito menos, sem presentear parentes e amigos.
Diante dessa situação quase insolúvel,
a ABC (www.ongabc.org.br)
sugere alguns caminhos:
·
reveja seu orçamento familiar;
·
retire dele, todas as despesas fixas (aluguel e/ou prestação,
água, luz, etc);
·
anote quanto ficou disponível;
·
some todas as suas dívidas com prestações, cartões de crédito
e outros;
·
se o montante
ultrapassou o saldo disponível, tente renegociar essas dívidas,
com redução de juros;
·
não use todo seu 13º salário para quitá-las, pois no começo
do ano, você terá despesas com matrícula escolar, uniforme,
cadernos, livros, IPVA, IPTU, além das compras feitas em dezembro.
Agora que está tudo organizado,
ficou mais fácil para o consumidor saber quanto poderá
disponibilizar para as festas de final de ano. E, já que o
brasileiro a-d-o-r-a imitar o norte-americano, que tal um Natal
americano? Ou seja: cada parente e/ou amigo traz uma iguaria e,
assim, a mesa ficará farta a baixo custo?
Tente. Faça um final de ano
diferente. Seu bolso agradece.
Marcelo Fernando Segredo
Diretor Presidente |