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ACORDA, CIDADÃO!

Não podemos ficar deitados eternamente à espera de que os governos possam resolver nossas pendências. Até porquê, eles só estão interessados em “faturar” atropelando – sem escrúpulos - todas as Leis, principalmente as de defesa do consumidor. E as provas dessas discrepâncias são ouvidas e lidas diariamente, sendo citadas – até mesmo – nos programas humorísticos.

Ah! O consumidor não se lembra? A ABC (www.ongabc.org.br) enumera algumas:

· atendimento preferencial – o comércio em geral tem uma placa de acordo com o Estatuto do Idoso, mas na prática, não cumpre, deixando os mesmos horas a fio à espera de atendimento;

· mudança de embalagem – os fabricantes dos mais diversos produtos, mudam as embalagens, DIMINUEM o peso do produto, e ainda promovem aumento do mesmo, como se fosse lançamento e/ou novidade;

· medicamentos – nunca encontramos os que precisamos; além disso farmácias de fundo de quintal vende remédios roubados e/ou com data de vencimento adulterada;

· gasolina – somos “auto-suficientes”, mas a preço ao consumidor NÃO sofre queda;

· serviços essenciais – é infração tão grave que nem mesmo os piores criminosos aceitariam dividir suas celas com os governos, caso estes fossem presos por não cumprirem com as Leis de Defesa dos Consumidores, quanto à saúde, ao fornecimento de água e luz, aos transportes;

· serviços bancários – podemos dizer, sem medo de errar, que aqui o crime é hediondo (repugnante, sórdido), e as instituições financeiras ferem o Código Civil e o CDC em praticamente todas as suas operações. Vejamos: acesso fácil a pessoas especiais; juros compostos, venda casada, contratos ainda com aquelas letrinhas e com termos incompreensíveis e, o pior, com cláusulas abusivas decididas internamente.

Esta última infração deixou os profissionais da ABC (www.ongabc.org.br) estupefatos diante de tamanha ousadia. (cabe lembrar que os bancos têm certeza da impunidade e da morosidade judicial). As instituições promovem empréstimos com “todas” as facilidades e acrescentam uma cláusula na qual se lê (coisa que a grande maioria não faz): “o não cumprimento da presente avença acarretará a plena e total reconstituição da dívida, em cada operação, ora re-negociadas, pelo seu valor original, independentemente de qualquer aviso, notificação ou comunicação”.

Então, consumidor: será que não passou da hora de você fazer valer seus direitos? Ou prefere continuar sendo manipulado, enganado, furtado? Às vezes, as armas letais não são aquelas que cospem fogo... ACORDA, consumidor!!!

Marcelo Fernando Segredo
Diretor Presidente

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Quando da utilização do material supra em publicações jornalísticas, sites, trabalhos acadêmicos, petições judiciais e afins, deve ser feita a seguinte referência: "Extraído de www.ongabc.org.br." .

 
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