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CONSUMIDOR EM ALERTA NÃO SE DEIXA ENGANAR

Uma das provas mais evidentes dessa afirmação começou a se esboçar no último domingo nas urnas, embora – infelizmente – ainda timidamente. Mas começou.

No dia a dia, a ABC (www.ongabc.org.br) vem notando que o consumidor já não aceita passivamente que lhe impinjam goela abaixo qualquer novidade que venha lhe prejudicar. Ele chega em nossos escritórios questionando sobre tudo, querendo saber se os seus direitos (adquiridos por Lei e constantes no CDC) não estão sendo cerceados; se determinada cobrança é legal; se os juros se encontram abusivos; se a empresa prestadora de serviços pode cobrar taxas extras às contratuais; qual a pena a ser aplicada no caso de ser cobrado ameaçadoramente; se cabe indenização, entre outras.

Em acanhada pesquisa (feita apenas em seus escritórios e pela internet em seu site), a ABC pôde constatar que as maiores queixas recaem sobre as instituições financeiras, depois sobre as prestadoras de serviços, em seguida vêm as empresas de cobrança, as seguradoras, os planos de saúde.

Para que os consumidores se mantenham em alerta contra todo e qualquer abuso cometido, a ABC (www.ongabc.org.br) destaca alguns desmandos que foram publicados pelo governo que, além de prejudicar o consumidor menos avisado, é contraditório:

1) na 2ª semana de setembro, foi publicada medida em que o consumidor poderia optar com qual banco quer trabalhar e, de preferência, com aquele que mais vantagens lhe oferecesse. Agora o INSS quer vender a folha de pagamento dos aposentados e pensionistas, obrigando-os a receber somente pelo banco que comprar sua conta. E, saibam todos, que os bancos não querem os que recebem apenas dois salários/mínimos. Mais uma discriminação!;

2) as vantagens oferecidas pelos bancos, são apenas e tão somente as dos pacotes ou cestas de serviços. Ainda assim, o consumidor precisa pesquisar qual deles oferece melhores e maiores vantagens, dentro daquilo que ele necessita e do quanto pode disponibilizar de seu orçamento, para despesas bancárias;

3) as instituições financeiras continuam reajustando suas tarifas acima da inflação, e o governo berra diariamente que os juros e as taxas dos serviços bancários estão caindo. MENTIRA! Aqui fica claro que o governo não cumpre o disposto nos artigos 37 (§ 1,2 e 3) e 66 do Código de Defesa do Consumidor.

E os desmandos não param por aí; senão, vejamos:

1) onde estão as correções das aposentadorias? Quando as mesmas serão pagas? Porquê continuam emperradas (ou seria deixadas de lado?) as ações impetradas pelos aposentados e pensionistas?;

2) onde a tão propagada queda dos juros que nenhum consumidor viu, conferiu ou certificou-se?;

3) baseado em qual estudo ou tabela, o governo prova ao consumidor que o salário mínimo atual é o melhor para os trabalhadores?

Consumidores: sejamos cada um de nós, verdadeiros escoteiros; ou seja: vamos ficar “sempre alertas!”, e não permitamos, a ninguém, tripudiarem muito menos subestimarem nossa capacidade.

Marcelo Fernando Segredo
Diretor Presidente






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Quando da utilização do material supra em publicações jornalísticas, sites, trabalhos acadêmicos, petições judiciais e afins, deve ser feita a seguinte referência: "Extraído de www.ongabc.org.br." .

 
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